A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes relacionados à tentativa de um golpe de Estado e ataques ao Estado Democrático de Direito. Segundo a PGR, Bolsonaro liderou uma organização criminosa armada que atuava para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques às instituições democráticas e preparar uma ruptura institucional.
Crimes atribuídos a Bolsonaro:
Organização criminosa armada
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Tentativa de golpe de Estado
Dano qualificado ao patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
Bolsonaro negou envolvimento em depoimento ao STF.
Outros acusados:
A PGR também pediu a condenação de aliados próximos, incluindo ex-ministros, militares e parlamentares, com acusações semelhantes. Entre os nomes citados:
Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin)
Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
Braga Netto (ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice)
Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
Todos são acusados de integrar a organização criminosa e participar de ações golpistas.
Caso Mauro Cid:
O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens Mauro Cid colaborou com as investigações e revelou detalhes da operação do grupo. Embora tenha ajudado, a PGR apontou omissões em seu depoimento. Foi solicitada redução de um terço da pena, mas sem perdão judicial.
Cid é acusado de participar do planejamento do golpe, incitar ataques ao STF e TSE e espalhar desinformação sobre as eleições.






























