A Igreja Nossa Senhora do Rosário, o templo mais antigo de Itapetininga, está passando por obras emergenciais de conservação desde o último dia 16 de junho. As intervenções buscam preservar a estrutura centenária e garantir a integridade arquitetônica do edifício, tombado provisoriamente pela Prefeitura em julho de 2024.
A medida foi tomada após o desabamento de parte do reboco de uma das torres, que evidenciou a urgência de ações preventivas. Entre os principais reparos em andamento, estão a remoção de uma árvore enraizada na torre, que comprometia a vedação, além de reformas no telhado, reparo de calhas e vedação de frestas no beiral para conter infiltrações e evitar o agravamento dos danos.
De acordo com a Diocese de Itapetininga, responsável pelo templo, a etapa atual é emergencial e deve seguir até setembro de 2025. O pároco Pe. Élcio Roberto de Góes destacou que, após essa fase inicial, será elaborado um plano de restauração completo, voltado à recuperação estética e estrutural da fachada e das torres da igreja.
O trecho da Rua Venâncio Ayres, em frente à igreja, segue interditado como medida de segurança, por iniciativa da Prefeitura de Itapetininga.
Um marco da história local
Inaugurada em agosto de 1873, a Igreja do Rosário é reconhecida como um dos principais símbolos do patrimônio histórico e religioso de Itapetininga. Sua construção, feita em taipa de pilão, contou com a participação ativa da comunidade negra e escravizada da época, o que reforça sua importância histórica e cultural.































