Plano Safra está estimado para se iniciar no mês de setembro de 2025 e com o fim em janeiro de 2026
Com o fim da Safra 2024/25, o agro brasileiro já se prepara para a próxima Safra de 2025/2026, com uma estimativa de melhora, A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.
Ainda segundo a instituição foi feito um levantamento de quantidade de grãos produzidos na última safra, chegando ao número recorde de 345 milhões de toneladas de soja e milho, superando a safra de 2022/23, com 320,91 milhões de toneladas.
Para esta safra, o governo federal lançou no último mês de julho, o Plano Safra 2025/26 com R$ 516, 2 bilhões para impulsionar cada vez mais o agro brasileiro. O valor será R$ 8 bilhões a mais em relação a última safra. O Plano Safra da agricultura empresarial é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sendo capitaneada pelo ministro Carlos Fávaro (PSD-MT) e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado. As taxas de juros, prazos e limites de crédito estarão disponíveis nas tabelas oficiais a serem divulgadas pelo Mapa.
O governo federal está incentivando o produtor a fazer uma produção sustentável e também a questão da modernização. Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.
Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.
O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.
O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.
Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.
Alguns pontos positivos podem levar em conta de uma melhoria contínua na safra brasileira como: a alta tecnologia para as empresas agrícolas, o solo, a temperatura, podem ser fortes aliadas no cenário do agro brasileiro, levando em conta de que com o aumento de área plantada e a expectativa de grande mudança no Sul, ocasionaria em forte produção e uma nova safra recorde no Brasil.
Segundo a StoneX, empresa de consultoria global e serviços financeiros, as primeiras estimativas seriam de um cenário bem positivo, a soja deverá chegar em 178,2 milhões de toneladas, o que representaria em 5,6 % de aumento comparado com o cenário anterior, já o milho é projetado em 25, 6 milhões de toneladas, com o leve anual de 0,5 %. Além da melhoria em quantidade produzida, segundo o Analista da StoneX, Rafael Bulascoschi, a área plantada deverá crescer em 2%, enquanto que a produtividade média parte de um patamar mais baixo que o registrado em 2024/25.
A consultoria também destaca que com a proximidade da colheita americana prevista para setembro, é que chegue em valores recordes e deverá aumentar a disponibilidade do cereal no mercado internacional.




























